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Tifanny é campeã paulista pelo Osasco e promete recorrer para disputar Superliga

Após faturar o Estadual, oposta enfrenta novas regras da CBV que barram mulheres trans e cogita acionar a Justiça.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
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Tifanny é campeã paulista pelo Osasco e promete recorrer para disputar Superliga
Imagem: ge (Globo Esporte)

Em meio a incertezas sobre o prosseguimento de sua carreira esportiva, Tifanny Abreu comemorou na última terça-feira o 19º título do Campeonato Paulista feminino de vôlei com a camisa do Osasco. A vitória diante do Sesi-Bauru encerrou a campanha estadual, mas marcou um momento delicado para a experiente oposta de 41 anos, que pode ter disputado seu confronto derradeiro.

Apesar do cenário adverso, a jogadora evitou tratar a conquista como uma aposentadoria definitiva das quadras. Ela demonstrou o desejo de finalizar a trajetória competindo no torneio nacional. "Mas eu ainda vou lutar, porque eu quero jogar a Superliga este ano", declarou Tifanny, que avalia inclusive acionar a Justiça para garantir seu espaço na competição.

Mudança de regulamento pela CBV

O futuro da atleta foi colocado em xeque após a Confederação Brasileira de Vôlei anunciar, em agosto, a revisão em suas diretrizes de elegibilidade para a categoria feminina, acompanhando determinações do Comitê Olímpico Internacional. Pelo novo protocolo, as participantes precisam comprovar laudo genético negativo para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento masculino. Sem o teste, a inscrição no campeonato é vetada.

Pioneira como mulher transgênero na elite do vôlei brasileiro, Tifanny compete na Superliga desde 2017 e defende o Osasco pela sexta temporada consecutiva. Desde que a determinação veio a público, a oposta recebeu manifestações de solidariedade da comunidade do esporte, incluindo a capitã da seleção brasileira, Gabi Guimarães, que questionou a medida imposta pela entidade máxima da modalidade.

Mesmo com a repercussão, a CBV sustentou o posicionamento oficial durante a apresentação da nova temporada. O presidente da confederação, Radamés Lattari, assegurou que as determinações seguem as diretrizes internacionais e serão aplicadas nas divisões principais da Superliga e nos demais torneios nacionais a partir deste ciclo.

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