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Tifanny aciona a Justiça para disputar a Superliga feminina e a Supercopa

Impedida por novas regras da CBV para atletas transgênero, jogadora do Osasco busca liminar para seguir atuando no vôlei nacional.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
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Tifanny aciona a Justiça para disputar a Superliga feminina e a Supercopa
Ilustração gerada por IA

A jogadora Tifanny Abreu e a equipe do Osasco entraram com ações na Justiça para tentar assegurar a participação da atleta na Supercopa e na Superliga feminina de vôlei. A medida ocorre após a Confederação Brasileira de Voleibol vetar a inscrição da jogadora com base em novas diretrizes de elegibilidade para mulheres transgênero, anunciadas pela entidade em agosto.

Mudança de diretrizes e impasse judicial

Pelas novas normas, a confederação nacional passou a seguir critérios internacionais alinhados ao Comitê Olímpico Internacional, exigindo teste genético negativo para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento masculino. Anteriormente, o regulamento permitia a presença de atletas trans desde que mantivessem as taxas de testosterona abaixo de 5 nmol/L por meio de terapia hormonal.

Com a negativa inicial de liminar por parte da Justiça Desportiva na manhã desta sexta-feira, a defesa de Tifanny protocolou um recurso no Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e buscou apoio também na Justiça comum. A equipe paulista teve as demais atletas registradas normalmente pela CBV, restando apenas o impedimento da veterana.

Histórico recente e mobilização da atleta

Aos 41 anos e em sua sexta temporada pelo Osasco, Tifanny foi a pioneira entre atletas trans a atuar oficialmente na divisão de elite nacional, em 2017. Na última terça-feira, ela celebrou o título do Campeonato Paulista com a equipe, competição em que teve liberação para atuar sob as regras vigentes no início daquele torneio estadual.

Em comunicado sobre a ofensiva jurídica, Tifanny ressaltou o empenho para manter seus direitos: "Quero ter o direito de trabalhar, honrar meus compromissos e seguir minha trajetória dentro de quadra". A defesa sustenta que a jogadora possui contrato em vigor e atuou nas partidas que classificaram o clube para os torneios nacionais.

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