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Luiza Fiorese realiza amputação da perna após histórico de 12 cirurgias

Medalhista paralímpica de vôlei sentado optou pelo procedimento após complicações em implante e busca nova rotina de autonomia.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
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Luiza Fiorese realiza amputação da perna após histórico de 12 cirurgias
Imagem: ge (Globo Esporte)

A jogadora de vôlei sentado Luiza Fiorese passou por uma amputação transfemoral na perna esquerda e recebeu alta médica no início de outubro. Aos 29 anos, a capixaba encerrou uma sequência de 12 intervenções cirúrgicas enfrentadas desde a adolescência, buscando superar um histórico de dores contínuas e conquistar mais autonomia em suas atividades cotidianas.

Histórico médico e decisão pelo procedimento

O quadro clínico da atleta teve início aos 15 anos, período em que foi diagnosticada com osteossarcoma no fêmur esquerdo. O tratamento contra o câncer exigiu a colocação de uma endoprótese. Em junho deste ano, durante uma etapa para a substituição do implante, a quebra de um espaçador causou complicações adicionais e intensificou os incômodos físicos.

Com o agravamento da situação, Fiorese precisou avaliar entre a colocação de uma nova prótese interna — que demandaria novas intervenções futuras — e a amputação acima do joelho. Após alinhar a decisão com médicos, familiares e o noivo, o também atleta Gabriel Garcia, ela optou pela retirada do membro para encerrar o ciclo de cirurgias frequentes.

Próximos passos e recuperação

Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020 e detentora do título mundial conquistado em 2022, Luiza encara a mudança corporal com tranquilidade e foco no bem-estar. A jogadora destacou a perspectiva positiva com o recomeço: "Eu vejo como algo que me deu liberdade de viver de novo".

Operada em São Paulo, a atleta dará continuidade ao processo de reabilitação no Espírito Santo, no sítio da família em Venda Nova do Imigrante. As prioridades estabelecidas pela jogadora incluem a recuperação completa da mobilidade funcional, o ganho de qualidade de vida e a realização de viagens anteriormente adiadas pelas restrições médicas.

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