Santos vive crise no fluxo de caixa e projeta receber R$ 130 milhões em um ano
Clube lida com atrasos de imagem e sanções na Fifa enquanto aguarda quantias milionárias de transferências.
O Santos atravessa um momento delicado em suas finanças e convive com problemas de fluxo de caixa, além de bloqueios da Fifa que o impedem de inscrever novos atletas. Como perspectiva de alívio, a instituição calcula ter quase R$ 170 milhões a recolher de negociações feitas com equipes do futebol nacional. Deste total, cerca de R$ 129,7 milhões possuem estimativa de entrar nos cofres da equipe ao longo dos próximos doze meses.
Apesar do horizonte de receitas futuras, o dia a dia financeiro do clube exige malabarismos da diretoria. A gestão santista tem dado prioridade ao pagamento dos salários na carteira de trabalho (CLT), mantendo-os regulares, porém ainda acumula um mês de atraso referente aos direitos de imagem do elenco profissional. O fluxo de receitas futuras depende pontualmente de os times devedores cumprirem as datas estipuladas nos contratos.
Negociações internacionais e cobranças ativas
Fora os valores devidos por agremiações do Brasil, o Peixe aguarda montantes pela saída de JP Chermont para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. A transferência do lateral-direito foi acertada em 3,5 milhões de dólares — cerca de R$ 18,1 milhões —, montante que compreende uma parcela fixa de 2,5 milhões de dólares e mais 1 milhão de dólares condicionado a metas. Ao mesmo tempo, o clube da Vila Belmiro precisa honrar um débito de aproximadamente R$ 18 milhões com o Cuiabá.
O reflexo mais visível da crise está nas punições disciplinares da Fifa. Recentemente, a equipe conseguiu quitar cerca de R$ 950 mil relativos ao mecanismo de solidariedade das chegadas de João Basso, Benjamín Rollheiser e Álvaro Barreal, revertendo três sanções imediatas. Mesmo assim, restam quatro transfer bans ativos no órgão máximo do futebol mundial.
Impasses com comissão técnica e novos riscos
Os impedimentos ainda em vigor decorrem de pendências rescisórias com o treinador Pedro Caixinha e três de seus assistentes, desligados em abril de 2025. O montante total ultrapassa R$ 15 milhões, sendo a fatia de Caixinha calculada em torno de R$ 10,7 milhões, com acréscimo de juros. Sem consenso após tentativas de parcelamento, a proibição de registros permanece.
O horizonte santista pode trazer novas punições a curto prazo. A Corte Arbitral do Esporte confirmou condenação de quase 399 mil euros (R$ 2,2 milhões) devidos ao Al-Markhiya pelo empréstimo de Yusupha Njie, além de cobranças em andamento feitas pelo León por Adonis Frías e pelo Spartak Moscou referente a Alexis Duarte.
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