Santos convive com transfer bans na Fifa mas perda de pontos é improvável agora
Clube lida com sete sanções ativas e débitos pendentes, porém punição mais severa só seria possível a longo prazo
Apesar de conviver com uma série de transfer bans aplicados pela Fifa em razão de dívidas com outros clubes e profissionais, o Santos não corre risco imediato de sofrer sanções mais severas, como a perda de pontos. Embora o receio tenha crescido entre torcedores devido ao volume de pendências financeiras, o regulamento disciplinar da entidade internacional adota procedimentos que tornam essa possibilidade distante no curto prazo.
Atualmente, o clube paulista tem sete bloqueios de registros ativos no sistema da federação internacional. A diretoria já realizou o pagamento de três desses processos e aguarda a baixa oficial das medidas pelo tribunal esportivo. Entretanto, ainda constam cobranças abertas ligadas ao técnico Pedro Caixinha e membros da sua antiga comissão técnica, cujos valores somam mais de R$ 15 milhões após o acréscimo de multas e correções monetárias.
Entenda a regra da Fifa
De acordo com o Artigo 21 D do Código Disciplinar da entidade reguladora, agravamentos de pena por reincidência ou persistência na infração costumam ocorrer apenas depois que uma agremiação descumpre o pagamento ao longo de três janelas de transferências completas. Com a aplicação dessa diretriz, um eventual desconto na tabela de classificação para a equipe santista só teria cabimento em 2028.
Diferentemente do modelo adotado no passado pela Fifa, que chegou a penalizar equipes brasileiras diretamente na pontuação, a legislação atual determina o transfer ban como barreira inicial. A perda de pontos não funciona de maneira automática pela quantidade acumulada de bloqueios, dependendo de avaliação discricionária dos órgãos disciplinares.
Pendências financeiras em curso
Além das cobranças de Pedro Caixinha, o Peixe aguarda novo bloqueio referente a um débito de aproximadamente R$ 2,2 milhões com o Al-Markhiya, do Catar, pela contratação do atleta Yusupha Njie, em caso transitado em julgado. Para tentar atenuar o cenário econômico, a gestão alvinegra calcula possuir cerca de R$ 170 milhões a receber de concorrentes do futebol nacional.
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