Polícia abre investigação sobre estrutura de arquibancada em jogo da Série C
Procedimento administrativo apura condições de segurança na Arena Simon após duelo entre Brusque e Paysandu ser paralisado.
A Polícia Civil de Santa Catarina abriu um procedimento administrativo para averiguar as condições de segurança na Arena Simon, em Brusque. A medida foi oficializada pela 17ª Delegacia Regional de Polícia com o objetivo de analisar as circunstâncias que levaram à interrupção do duelo entre Brusque e Paysandu, realizado no último fim de semana pela fase final da Série C do Campeonato Brasileiro.
O confronto decisivo precisou ser suspenso no sábado depois que o setor destinado à torcida visitante apresentou problemas estruturais e cedeu parcialmente. Diante do risco iminente, as autoridades de segurança reprovaram a permanência do público no local. O evento só pôde ser concluído no domingo, com portões fechados, terminando empatado por 1 a 1, placar que deixou ambos os times sem a vaga de acesso para a Série B.
Documentos e prazos de resposta
Conduzida pelo setor de Jogos e Diversões Públicas da delegacia local, a apuração vai averiguar laudos técnicos, planos de contenção de risco, autorizações prévias e o cumprimento das normas administrativas do estádio. Além disso, as autoridades planejam cruzar dados de registros policiais com as gravações do circuito interno de videomonitoramento do estádio.
Os organizadores e responsáveis pelo evento terão dez dias para responder às notificações oficiais e entregar os documentos exigidos para análise pericial, mantendo o direito ao contraditório e à ampla defesa durante a tramitação do inquérito.
Superlotação e evacuação tumultuada
A paralisação no sábado ocorreu aos 46 minutos do primeiro tempo, quando o Paysandu vencia por 1 a 0 com gol de Ítalo, momento em que o árbitro Wilton Pereira Sampaio foi notificado pelos órgãos de segurança e pelo delegado da partida. Uma vistoria técnica constatou anomalias em uma torre central localizada no setor visitante, paralisando os trabalhos em campo por quase duas horas antes da suspensão definitiva para o dia seguinte.
O setor visitante tinha capacidade estipulada para comportar até 620 pessoas, com 616 entradas comercializadas, segundo informações do Brusque. A diretoria do clube catarinense alegou que torcedores do time paraense forçaram os portões e invadiram a área sem ingresso, o que gerou superlotação e teria sobrecarregado a estrutura física. A saída do público foi marcada por confrontos entre os torcedores e os agentes de segurança, impactando inclusive o andamento da partida entre Ferroviária e Inter de Limeira, que também precisou esperar os desdobramentos ocorridos em Santa Catarina.

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