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Ministério Público pede prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians

Solicitação contra Armando Mendonça ocorre após o desligamento de testemunha em caso de desvio de uniformes esportivos.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
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Ministério Público pede prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians
Ilustração gerada por IA

O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. O dirigente é réu em uma ação penal que investiga a suspeita de desvio e apropriação indevida de materiais esportivos fornecidos pela Nike à agremiação paulista.

A manifestação da promotoria foi formalizada após o desligamento de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube e considerado uma testemunha essencial no processo. Munhoes havia apresentado relatórios técnicos que fundamentaram a denúncia e foi desligado a poucas semanas de uma audiência de instrução agendada para 10 de novembro.

Suspeita de coação e interferência

Segundo o promotor Cássio Roberto Conserino, o afastamento do funcionário sugere uma possível tentativa de constrangimento de testemunhas e interferência no andamento da apuração. O profissional demitido comunicou ao órgão ministerial que seus acessos virtuais e e-mails foram cortados, recebendo a explicação de que a medida decorreu de divergências e pressões políticas internas.

A promotoria também apontou o alinhamento do presidente alvinegro, Osmar Stábile, em relação ao dirigente acusado, além de declarações contrárias ao trabalho da acusação. Em razão do cenário, o órgão solicitou medidas cautelares alternativas caso a prisão preventiva não seja decretada e adiantou que abrirá uma apuração para avaliar a legalidade da dispensa.

Posicionamento da defesa

Por meio de nota oficial, os representantes jurídicos de Armando Mendonça classificaram o pedido da promotoria como uma iniciativa abusiva. A defesa alegou surpresa perante a petição e afirmou que o desligamento do antigo diretor faz parte do contexto de disputa interna do clube, uma vez que o profissional dispensado integra um grupo de oposição para a eleição seguinte.

Os advogados do dirigente alvinegro argumentam ainda que decisões sobre cargos comissionados cabem unicamente ao mandatário do clube e que não há indícios de envolvimento do vice-presidente no encerramento do contrato de trabalho.

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