Guto Miguel vence na Bolívia e garante entrada inédita no top 600 da ATP
Tenista brasileiro de 17 anos avança no Challenger de Santa Cruz de la Sierra após desistência de adversário.
O jovem tenista brasileiro Guto Miguel deu mais um passo importante em sua transição para o circuito profissional. Nesta terça-feira (13), o goiano de 17 anos garantiu classificação para a segunda rodada do Challenger 75 de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e assegurou pela primeira vez a entrada no top 600 do ranking da ATP.
Em sua estreia na competição, Miguel enfrentava o tenista da casa Murkel Dellien, atual 407º do mundo. O brasileiro dominava o confronto com placar favorável de 6/0 e 1/0 quando o adversário boliviano foi forçado a abandonar a disputa em decorrência de uma lesão. Com o resultado, o atleta nacional alcançou sua 11ª vitória em chaves principais de torneios da série Challenger.
Ascensão no circuito profissional
Número um do mundo no ranking juvenil, Miguel iniciou a semana na 603ª posição da lista profissional da ATP, que já representava o melhor índice de sua carreira. Graças aos seis pontos somados pela vitória na estreia boliviana, o jogador saltou provisoriamente para o 582º lugar, consolidando-se como o quarto melhor tenista com menos de 18 anos na listagem internacional.
O próximo compromisso do brasileiro no torneio boliviano está agendado para esta quarta-feira (14). Pela segunda rodada do Challenger, Miguel medirá forças contra o argentino Maximo Zeitune, atual número 561 do ranking mundial.
Temporada histórica na base
O avanço no cenário profissional reflete um ano de grande destaque para Guto Miguel na categoria juvenil. Na atual temporada, ele fez história ao vencer o torneio de simples em Roland Garros, tornando-se o pioneiro do tênis masculino brasileiro a levantar esse troféu no Grand Slam francês. Além disso, foi campeão da chave de duplas em Wimbledon, competindo ao lado do esloveno Ziga Sesko.
Com as conquistas combinadas de simples e duplas, o jovem lidera a lista de brasileiros com mais títulos de Grand Slam na categoria juvenil masculina, superando marcas de nomes como Thiago Fernandes (Australian Open 2010), Thiago Wild (US Open 2018) e João Fonseca (US Open 2023).
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