Grêmio acumula 11 estrangeiros após três gestões e vira alvo de Renato
Técnico questiona montagem do elenco e barreiras linguísticas após mudanças no grupo tricolor.
A formação do elenco do Grêmio conta atualmente com 11 jogadores estrangeiros, resultado de decisões tomadas ao longo de três administrações diferentes: Romildo Bolzan Junior, Alberto Guerra e o atual mandatário Odorico Roman. A quantidade e a diversidade desses atletas no vestiário tornaram-se motivo de queixas públicas do técnico Renato Portaluppi, que apontou dificuldades no gerenciamento do grupo.
Investimentos recentes e reformulação
Embora o número total tenha recuado de 14 para 11 nomes nesta temporada, a atual gestão realizou aportes expressivos no mercado internacional. Em janeiro, o clube desembolsou 13,83 milhões de dólares para adquirir o argentino Juan Nardoni, o colombiano José Enamorado e Leonel Pérez, que acabou repassado ao Racing. Mais tarde, em julho, o croata Filip Krovinovic e o cabo-verdiano Jovane Cabral chegaram sem custos de transferência, sob recomendação de Luís Castro e do scout Carlos Silva.
Para abrir espaço, a diretoria rescindiu os vínculos de Cuéllar, Carballo e Cristaldo, negociou Arezo em definitivo e emprestou Monsalve, Aravena e Kike Olivera. Do ciclo de Alberto Guerra, permaneceram figuras como Pavon e o centroavante Braithwaite, trazidos em 2024, além de Amuzu, Balbuena e Noriega, contratados em 2025. Villasanti e Kannemann, que vieram na época de Romildo, renovaram seus vínculos, mas o zagueiro argentino obteve nacionalidade brasileira e não ocupa mais vaga de forasteiro perante a CBF.
Comunicação e adaptação em campo
A multiplicidade de idiomas incomoda o comandante, que citou entraves para orientar o ganês naturalizado belga Amuzu, dependente de tradutores e companheiros para entender as instruções táticas. O treinador foi enfático a respeito do processo de avaliação: "Não é porque a CBF liberou mais estrangeiros que se tem de trazer estrangeiro de qualquer jeito".
Com Krovinovic, que domina o português, o foco de Renato tem sido posicionamento. O croata, único estrangeiro a iniciar o último clássico Gre-Nal, vem recebendo cobranças para pisar mais na área rival e apoiar o setor ofensivo. A CBF atualmente autoriza até nove atletas estrangeiros por partida, mas esse limite será reduzido para oito em 2027 e cairá gradualmente até alcançar cinco em 2030.
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