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Fumaça de queimadas paralisa atividades esportivas na Vila Olímpica de Manaus

Piora severa na qualidade do ar motivou a suspensão por tempo indeterminado de treinos e projetos esportivos.

Por Redação esportes.news 1 min de leitura
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Fumaça de queimadas paralisa atividades esportivas na Vila Olímpica de Manaus
Imagem: ge (Globo Esporte)

A forte fumaça decorrente de incêndios florestais que atinge a capital amazonense levou a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) a suspender temporariamente as atividades esportivas na Vila Olímpica de Manaus nesta quarta-feira (14). A medida preventiva afeta diretamente projetos comunitários e treinamentos realizados no local, sem previsão de retorno imediato.

A paralisação atinge práticas ao ar livre vinculadas a programas governamentais, como o Vila Aberta para Todos, +Pelci, +Futevôlei e +RespirAR, além de interromper turmas de corrida e natação para adultos. O complexo abriga desde competidores de alto rendimento até iniciativas voltadas para a terceira idade.

Ar crítico e impacto na rotina

Pelo sétimo dia consecutivo, Manaus apresentou o pior índice de qualidade do ar do país, segundo levantamentos da plataforma IQAir. Pela manhã, a capital bateu a marca de 132 pontos no índice internacional, nível prejudicial para grupos sensíveis. Monitoramentos locais do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA, apontaram quadros classificados de ruim a péssimo em diversos pontos, registrando no bairro Morro da Liberdade uma concentração de 165,5 microgramas por metro cúbico.

Para efeito de comparação, o monitoramento ambiental considera índices entre 0 e 25 µg/m³ como adequados. Na terça-feira (13), chuvas isoladas na madrugada reduziram momentaneamente a concentração de poluentes nas zonas Oeste e Centro-Oeste, mas o alívio passageiro não tirou a cidade da liderança nacional em poluição atmosférica.

O avanço da névoa de fumaça coincide com a alta de queimadas na região. De acordo com o Censipam, o Amazonas contabilizou cerca de 1,6 mil focos de calor nos primeiros 14 dias de outubro, representando um salto superior a 270% na comparação com o mesmo intervalo verificado em 2025.

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