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Fórmula 1 terá GP em Ruanda com retorno ao continente africano a partir de 2030

Circuito projetado no distrito de Bugesera terá 6 km de extensão e forte variação de relevo.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
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Fórmula 1 terá GP em Ruanda com retorno ao continente africano a partir de 2030
Imagem: ge (Globo Esporte)

A Fórmula 1 voltará a ter uma etapa no continente africano após mais de três décadas de ausência. A categoria confirmou a realização de um novo grande prêmio em Ruanda, com estreia prevista no calendário para no mínimo 2030. A última corrida da categoria na África ocorreu em 1993, com o Grande Prêmio da África do Sul em Kyalami, vencido por Alain Prost.

O complexo será erguido no distrito de Bugesera, no leste do país, a cerca de 40 quilômetros da capital Kigali. A localização fica próxima às obras do novo Aeroporto Internacional de Kigali, previsto para ser inaugurado no início de 2028. O desenvolvimento da pista está a cargo de uma parceria entre a Wurz Designs, chefiada pelo ex-piloto Alexander Wurz, e a Tilke Engineering, do arquiteto Hermann Tilke.

Topografia natural e características técnicas

Embora a possibilidade de uma prova de rua tenha sido avaliada, os organizadores optaram por aproveitar a topografia natural da região de Bugesera. O traçado previsto integrará duas colinas e a proximidade de um lago, garantindo uma configuração de relevo ondulado que acompanhará a paisagem local.

Com sentido anti-horário, a pista terá cerca de 6 quilômetros de extensão e 17 curvas. O projeto contempla curvas inclinadas, uma reta principal superior a um quilômetro para favorecer ultrapassagens e uma variação altimétrica de 197 metros por volta, incluindo um trecho em aclive mais acentuado do que a subida para a Eau Rouge, do circuito de Spa-Francorchamps.

Desafio da altitude e estrutura local

Outro ponto decisivo para o desempenho dos carros será a altitude de aproximadamente 1.500 metros em relação ao nível do mar. O número colocará Ruanda como a segunda pista mais alta da categoria, atrás somente do Autódromo Hermanos Rodríguez, no México, impactando diretamente o arrefecimento dos motores e a pressão aerodinâmica.

A infraestrutura também buscará valorizar traços da cultura anfitriã. O paddock terá referências à arquitetura tradicional ruandesa, com uso da terra vermelha e concepção em formato de vila. Além de receber a principal categoria do automobilismo mundial, as instalações do autódromo serão preparadas para sediar espetáculos e eventos diversos.

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