Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 Times Análises da rodada Tabela do Brasileirão →

Ex-sócio da SAF do Vasco, Josh Wander admite culpa em fraude bilionária

Cofundador da 777 Partners confessou crimes financeiros nos EUA e pode pegar até 20 anos de prisão por acusação.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
WhatsApp X Facebook
Ex-sócio da SAF do Vasco, Josh Wander admite culpa em fraude bilionária
Imagem: ge (Globo Esporte)

Cofundador da 777 Partners e antigo responsável pela SAF do Vasco, Josh Wander confessou ter participado de um esquema de fraude financeira avaliado em US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,54 bilhões). A informação sobre a admissão de culpa foi confirmada pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York.

As investigações apontam que o empresário utilizou a companhia para enganar investidores e credores privados. Entre os atos ilícitos cometidos estavam a apresentação de garantias duplicadas para empréstimos, a inclusão de ativos inexistentes, adulteração de extratos bancários e distorções contábeis sobre a real situação financeira do grupo empresarial.

Recursos desviados para o futebol

De acordo com o procurador Jamie McDonald, os valores obtidos de forma fraudulenta foram direcionados a objetivos não autorizados pelos financiadores. O montante serviu inclusive para cobrir custos da rede internacional de clubes esportivos gerida pela 777 Partners na época.

O dirigente enfrentava acusações formais por fraude eletrônica, conspiração e fraude envolvendo valores mobiliários. Diante do tribunal, Wander admitiu duas acusações criminais, e cada uma delas prevê uma pena máxima de 20 anos de reclusão. A definição da sentença por parte do juiz distrital está marcada para 1º de março de 2027.

Histórico de crises e afastamento

A crise na 777 Partners estourou em maio de 2024, quando as denúncias de fraudes vieram a público. No mesmo período, Wander e o sócio Steven Pasko renunciaram aos cargos de gerência na organização. Paralelamente, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinou a retirada do grupo do controle da SAF vascaína.

Posteriormente, a holding entrou em processo de falência, passando a ter seus ativos geridos pela seguradora A-CAP, considerada uma das principais credoras da empresa.

Leia também