Eleição presidencial atrasa planejamento do São Paulo para a temporada 2027
Sem definição política e com caixa apertado, clube trava conversas sobre Dorival Júnior e atletas em fim de contrato.
O São Paulo enfrenta um cenário de indefinição em seu planejamento para a temporada de 2027. Com o pleito presidencial marcado para o início de dezembro e sem recursos disponíveis de imediato no caixa, a diretoria tricolor ainda não iniciou nenhuma tratativa para renovação de vínculos no atual trimestre.
O processo político é o principal entrave para a tomada de decisões no futebol. O presidente Harry Massis não deve tentar a reeleição, e o grupo da situação segue sem um representante definido para o pleito. Até o momento, o único concorrente oficial na disputa é Marcelo Portugal Gouvêa, lançado pela oposição.
Dorival Júnior e contratos sob análise
Essa paralisação atinge diretamente a comissão técnica. O técnico Dorival Júnior possui vínculo apenas até o término de 2026 e já indicou incertezas sobre o futuro. Após revés contra o Santos, o comandante comentou sobre sua sequência: "Primeiro precisa ver se as pessoas que estão no São Paulo vão querer que o Dorival fique."
Além do treinador, cinco atletas do elenco profissional encerram seus compromissos no final deste ano. As situações de Rafael Toloi e Lucas são consideradas mais simples, já que ambos pertencem ao clube e dependem apenas de um alinhamento para permanecer. Já o lateral Iago e os meias-atacantes Cauly e Artur vivem cenários diferentes por estarem cedidos por empréstimo.
Condições dos atletas emprestados
No caso de Iago, o São Paulo terá de abrir conversas do zero com o Bahia, clube detentor dos seus direitos, pois não há quantia estipulada em contrato para a compra definitiva. Cauly também pertence à equipe baiana e tinha previsão de compra obrigatória, mas a meta estipulada de partidas não foi atingida, restando o valor fixado em 2 milhões de euros por 50% dos direitos.
Já Artur está cedido pelo Botafogo, com cláusula de preferência de compra estabelecida em 6 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos. No modelo atual, há divisão de salários com ressarcimento baseado na utilização do atacante. Todas as discussões sobre compras e renovações devem aguardar o desfecho eleitoral para serem retomadas.
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