Terça-feira, 13 de outubro de 2026 Times Análises da rodada Tabela do Brasileirão →

Defesa de filho de Maradona pede até 16 anos de prisão para réus por morte do astro

Advogado que representa Dieguito Fernando solicitou penas mais duras do que as requeridas pelos promotores na Argentina.

Por Redação esportes.news 2 min de leitura
WhatsApp X Facebook
Defesa de filho de Maradona pede até 16 anos de prisão para réus por morte do astro
Imagem: Gazeta Esportiva

O advogado Mario Baudry, representante do filho mais novo de Diego Maradona, Dieguito Fernando, solicitou penas mais severas do que as apresentadas pelo Ministério Público contra os principais réus no julgamento sobre o falecimento do astro argentino. As alegações finais ocorreram perante o tribunal de San Isidro, região metropolitana de Buenos Aires.

A acusação particular pediu 16 anos de reclusão para o médico Leopoldo Luque e para a coordenadora de atendimento domiciliar Nancy Forlini. Para a psiquiatra Agustina Cosachov, a solicitação foi de 14 anos, enquanto para o psicólogo Carlos Díaz o pedido alcançou 12 anos. Todos eles são enquadrados sob a acusação de homicídio com dolo eventual, situação na qual os réus teriam ciência de que o tratamento inadequado poderia resultar no óbito do ex-atleta.

As sanções requeridas superam as propostas pela promotoria, que havia sugerido 12 anos para Luque, dez para Forlini, oito para Cosachov e cinco para Díaz. Durante sua exposição diante dos magistrados, Baudry criticou fortemente a postura do médico responsável pelo caso.

"Luque sabia exatamente o que estava por vir e tentou se eximir de culpa", declarou o defensor ao tribunal.

Pedidos de prisão imediata e novas apurações

Além do endurecimento das penas, o representante legal demandou que os quatro réus citados sejam detidos imediatamente caso ocorra uma condenação, medida que não constava no parecer inicial dos promotores. Já em relação ao enfermeiro Ricardo Almirón e ao coordenador Mariano Perroni, houve convergência com o Ministério Público na indicação de quatro anos de pena, além do arquivamento da denúncia contra o clínico Pedro Di Spagna.

O advogado também solicitou a abertura de investigações adicionais por suposto abandono de pessoa com resultado de morte contra o ex-agente de Maradona, Matías Morla, e dois funcionários de sua equipe. Também foi requerida a apuração sobre condutas atribuídas à gestora jurídica da empresa de assistência médica envolvida no atendimento particular.

Diego Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, em decorrência de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar enquanto cumpria repouso domiciliar após passar por procedimento neurocirúrgico. Sete integrantes da equipe de saúde respondem judicialmente pelas decisões tomadas durante aquele período, com a etapa de manifestações das defesas prevista para se encerrar no fim de outubro.

Leia também