Corinthians e Gaviões da Fiel vão a Brasília para negociar dívida da Arena
Comitiva busca alinhar com a Caixa Econômica Federal um novo modelo de pagamento do financiamento do estádio alvinegro.
Representantes do Corinthians e lideranças da Gaviões da Fiel viajaram para Brasília com a meta de avançar nas tratativas com a Caixa Econômica Federal. O objetivo da comitiva alvinegra é definir os termos para a quitação do financiamento da Neo Química Arena, buscando viabilizar um desfecho positivo para as pendências financeiras do estádio.
A delegação da torcida organizada conta com a presença do presidente Alexandre Domênico Pereira, o Alê, além dos vice-presidentes Fábio Câmara, o Fantasma, e Serginho. O envolvimento da Gaviões nas conversas está diretamente associado a projetos e ações de cunho social que devem fazer parte do termo final firmado entre a instituição financeira e a agremiação paulista.
Estratégia e histórico das tratativas
As reuniões dão andamento aos esforços liderados pelo presidente do clube, Osmar Stabile. No início da semana, durante a apresentação oficial do técnico Clarence Seedorf, a ausência do mandatário já havia sido justificada pelo executivo de futebol Marcelo Paz, confirmando que a diretoria mantinha foco total nos diálogos realizados na capital federal.
Atualmente, o saldo devedor do Corinthians com o banco público gira em torno de R$ 640 milhões. As tratativas buscam desenhar uma estrutura inédita de pagamento, contemplando alternativas para diminuir o passivo e aliviar o fluxo de caixa corintiano.
Naming rights como garantia
O principal caminho em debate considera a exploração dos naming rights do local. Uma avaliação contratada pela cúpula alvinegra estimou esses direitos em cerca de R$ 70 milhões anuais, quantia que reflete apenas uma projeção de mercado, sem proposta oficial formalizada até o momento. A intenção é utilizar as possíveis receitas futuras desse ativo como garantia para a Caixa, liberando outros ganhos operacionais da arena.
Por fim, a hipótese levantada recentemente por uma perícia de que a dívida já estaria inteiramente liquidada foi descartada e não entrou na pauta dos encontros em Brasília, com ambas as partes concentradas na reestruturação efetiva dos valores.
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